Osteoporose

Osteoporose

A Osteoporose não é mais vista como uma doença de idosos. Se antes a osteoporose era definida como o envelhecimento do osso, hoje é reconhecida como uma doença que pode se manifestar independentemente da idade.

A doença atinge uma em cada quatro mulheres após os 50 anos, homens e até mesmo crianças.

Entre os principais fatores de risco para a osteoporose estão:

  • Fatores hereditários;
  • Longevidade e menopausa;
  • Alimentação inadequada e excesso de álcool, fumo e café;
  • Falta de exposição ao sol e vida sedentária;
  • Tratamento prolongado com corticoides e;
  • Excesso de determinados homônios.

A diminuição da massa óssea compromete o esqueleto, causa deformações e abre caminho para as fraturas que podem ocorrer em vários locais. São mais comuns nas vértebras, no fêmur, no punho e nas costelas. Quebrar um osso traz muitos transtornos à pessoa e, dependendo do local onde ocorre a fratura, pode levar à imobilidade, internações hospitalares a até à morte. 
Dentre os exames que detectam a presença da osteoporose, a densitometria óssea é um dos mais usados para avaliar a massa óssea e determinar o tratamento mais adequado.

O melhor tratamento é a prevenção

O maior desafio para pacientes e médicos é que a osteoporose é uma doença que não apresenta sintomas. E, por isso mesmo, as pessoas não buscam tratamento. Só percebem quando ela já está instalada.

A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia recomenda que o melhor tratamento é a prevenção, independentemente de sexo e idade. A prática de exercícios físicos, sol na medida certa e uma alimentação equilibrada são os segredos que levam a uma vida saudável e diminuem os riscos de desenvolver a doença.

É bom lembrar que o cálcio é um dos mais importantes “alimentos” para os ossos. A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia informa que o organismo precisa de 1.000 a 1.500mg de cálcio por dia.

Quanto ao tratamento, são vários os tipos de medicamentos e a forma como atuam. O ideal é que o tratamento seja individualizado, pois existem diversas causas para o aparecimento da osteoporose.

Osteoporose e exercício

A osteoporose é causada pela diminuição da massa óssea que leva ao aumento da fragilidade esquelética e maior risco de fraturas. O sedentarismo está entre os fatores de risco para desenvolver a doença. A prática de exercícios serve como prevenção e tratamento pois ajuda a reduzir o ritmo de perda de massa óssea.

Exercícios de impacto e o aumento da massa óssea

Os exercícios que são feitos com resistência são melhores pois estimulam a atividade no osso. Os realizados dentro da água são menos favoráveis, pois como não há gravidade, o efeito sobre o osso é muito menor.

Quem pratica um exercício intenso (com maior sobrecarga ou velocidade) tem maior massa óssea em relação às pessoas que fazem atividades leves e moderadas. Na musculação com maior carga, o músculo sofre uma contração que repuxa o tendão e depois o osso. Isso cria uma vibração que faz com que o organismo solicite mais quantidade de cálcio para aquela área. Assim ocorre o aumento da densidade óssea. Mas, o aumento na intensidade do exercício dever ser progressivo para uma melhora contínua.

Para as pessoas que sofrem de perda óssea, indicamos os exercícios de sustentação do próprio peso ou com impacto, como caminhada, corrida, dança, pular corda, musculação e treinamento em circuito. Uma pessoa ativa, independentemente da idade, sentirá os benefícios até sétima ou oitava década de vida.

Hoje, existem academias e professores especializados na terceira idade. Pessoas que desejam fazer um treinamento específico devem procurar ajuda de um profissional habilitado.

O consumo de cálcio também é essencial na contração muscular. O organismo precisa do mineral além de sódio e potássio. A quantidade diária recomendada de cálcio para mulheres a partir de 40 anos e para as que sofrem com a privação do estrogênio na pós-menopausa, por exemplo, é de 1.200mg a 1.500mg.



Cálcio

Um aliado contra a osteoporose

A osteoporose é uma doença que se caracteriza por deixar os ossos enfraquecidos, e consequentemente, predispostos a fraturas. É uma doença silenciosa porque frequentemente não apresenta sintomas no início. A osteoporose afeta milhões de pessoas em todo o mundo, inclusive os homens. Mais de 10% das mulheres com mais de 65 anos de idade têm osteoporose. Mas apesar de a incidência da doença ser bem maior em mulheres, os homens também podem ser afetados principalmente com os baixos índices de testosterona que ocorrem no envelhecimento.

Fatores de risco

Ter uma história familiar da doença aumenta o risco, assim como a menopausa (pela baixa produção de estrogênio), o fumo, o uso de grandes quantidades de bebidas alcoólicas, a ingestão excessiva de alimentos ricos em cafeína (como café e chá mate) o baixo consumo de alimentos ricos em cálcio e vitamina D e o sedentarismo.

Quais os tratamentos?

Embora não exista cura para a osteoporose, existem tratamentos eficazes que ajudam a recuperar saúde dos ossos. Você deve consultar seu médico para que ele determine seu risco e a necessidade de realizar uma densitometria óssea – exame que mede com precisão a densidade dos ossos. É rápido, indolor e importante para o diagnóstico da osteoporose. Muitas vezes é necessário o uso de medicamentos específicos para o tratamento da osteoporose desde que sob orientação médica.

Fontes de cálcio

As principais fontes são:

  • Leite e derivados. Lembre-se de que a gordura do leite não contém cálcio. Assim, consumir leites mais magros não interfere na quantidade de cálcio. Se você tomar 1 xícara de chá de leite desnatado ou semi-desnatado, terá mais cálcio do que 1 xícara de chá de leite integral, porque a gordura foi removida. Uma porção de 250g de iogurte ou 50g de queijo contém cerca de 300mg de cálcio – a mesma quantidade que um copo de 250ml de leite. Dos queijos magros, a ricota tem alta concentração de cálcio;
  • Hortaliças de folhas verde-escuras, como brócolis, couve, espinafre, mostarda e repolho são boas fontes de cálcio;
  • Dos peixes, as melhores fontes são o salmão e a sardinha;
  • Frutas oleaginosas e leguminosas incluindo a soja e o queijo de soja (tofu);
  • Sementes como as de gergelim e girassol e;
  • Pães e suco de laranja enriquecidos com cálcio.

Observação: alimentos ricos em manganês (carnes e aves, por exemplo) e vitamina D (leites enriquecidos e peixes de água fria como atum, sardinha e salmão) devem ser incluídos na dieta pois melhoram a absorção de cálcio.

Alimento rico em cálcio: o leite

O leite de alguns mamíferos, particularmente a vaca, a cabra, a ovelha e a búfala, é coletado para o consumo humano na sua forma direta ou processado em laticínios como creme de leite, manteiga, iogurte, sorvetes e queijos. Quando se fala em leite normalmente nos referimos a leite de vaca.

A principal razão para o leite e seus derivados serem considerados saudáveis deve-se principalmente ao seu alto conteúdo de proteína e cálcio além de outras vitaminas e minerais como:

  • Vitaminas D e K: essenciais para a saúde óssea – como a vitamina D também é essencial para a boa utilização do cálcio, você também encontra o leite fortificado com ela por esta razão;
  • Iodo: essencial para a saúde da tiróide;
  • Vitaminass B12 e riboflavina: necessárias para a saúde cardiovascular e produção de energia;
  • Biotina e ácido pantotênico: do complexo B para a produção de energia;
  • Vitamina A: para melhorar a função imune;
  • Potássio: para a saúde do coração;
  • Fósforo e magnésio: ajudam o corpo a absorver e usar o cálcio mais efetivamente;
  • Selênio: como antioxidante;
  • Tiamina: do complexo B para a memória e;
  • Ácidos linoléicos conjugados: um tipo de gordura benéfica na prevenção de alguns tipos de câncer.

Um copo de leite de 250ml contém aproximadamente 285mg de cálcio que representa cerca de 25% do que se deve ingerir de cálcio por dia.

Hoje existem no mercado leites com diferentes teores de gordura e que recebem diferentes denominações de acordo com a quantidade presente. Mas o conteúdo de cálcio é o mesmo, ou até maior, em leites com menos gorduras.

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