Anticoncepção

Anticoncepção

Saiba como prevenir a gravidez de forma prática

A contracepção é qualquer processo que evite a fertilização do óvulo ou a implantação do ovo. De uma forma ou de outra, é praticada pelos humanos há milhares de anos. E, graças ao progresso da medicina, encontram-se disponíveis hoje em dia diversos métodos contraceptivos, incluindo: preservativos, espermicidas, diafragmas, dispositivos intra-uterinos, a pílula contracepcional e outros contraceptivos hormonais.

Nenhum contraceptivo é o ideal para todas as pessoas. Por este motivo, é importante encontrar aquele que é melhor para cada indivíduo. Para isso, procure a orientação do seu médico ginecologista.

 Pílula

A pílula é um medicamento com 2 hormônios: o estrógeno e o progestágeno que são similares aos hormônios produzidos fisiologicamente pelos ovários:

Como a pílula atua?

  • Impede a ovulação;
  • 
Aumenta a espessura do muco cervical impedindo que os espermatozóides se movam livremente para atingirem os óvulos;
  • Torna o revestimento uterino mais fino para ajudar a evitar que um ovo fertilizado seja implantado.

Existem três tipos de pílulas combinadas:

Monofásicas: todos os comprimidos possuem a mesma quantidade de hormônios. São utilizadas todos os dias durante 21 dias com uma semana de pausa quando ocorre o sangramento.

Pílulas bi/trifásicas: os comprimidos possuem quantidades diferentes de hormônios o que significa que a quantidade de hormônio administrada a cada dia é diferente. São utilizadas todos os dias durante 21 dias com uma semana de pausa quando ocorre o sangramento. No entanto, ao contrário das monofásicas, estas pílulas têm cores diferentes na embalagem e é importante que sejam tomadas na ordem correta.


Pílula diária: neste caso é tomada todos os dias sem intervalo. Cada embalagem tem 21 pílulas ativas com hormônios e sete pílulas inativas sem hormônios.

Minipílula

É uma pílula que contém apenas um hormônio, o progestágeno, que é similar a um dos hormônios produzidos de forma fisiológica pelos ovários. Por este motivo é também conhecida como a pílula (unicamente) progestativa. 
É tomada todos os dias, de forma contínua, no mesmo horário. À medida que uma embalagem é terminada, uma nova é iniciada.

Ação:

  • Atuam aumentando a espessura do muco cervical para impedir que os espermatozóides cheguem até o óvulo;
  • Torna o revestimento do útero mais fino de forma a dificultar a implantação de um ovo fertilizado.

 Adesivo

Trata-se de um adesivo fino, macio que é colocado na pele e que pode ser usado de forma discreta debaixo da roupa.

Contém dois hormônios, o estrogênio e o progestogênio que são semelhantes aos hormônios habitualmente produzidos pelos ovários e que são rapidamente liberados através da pele para a corrente sanguínea durante sete dias. 
Estes hormônios atuam impedindo a ovulação, aumentando a espessura do muco cervical em redor do colo do útero e assim impedindo que os espermatozóides cheguem aos óvulos além de tornar o revestimento uterino mais fino impedindo a implantação do óvulo.

O adesivo é um contraceptivo hormonal semanal. Cada adesivo é usado durante uma semana e substituído todas as semanas durante três semanas, seguido por uma semana “sem adesivo” quando ocorre a semana de sangramento. Deve sempre ser substituído no mesmo dia da semana – o que se converte no “dia de troca do adesivo”.

 O adesivo contraceptivo pode ser usado em quatro áreas do corpo: nas nádegas, no abdômen, na parte superior do tórax (peito ou costas com exceção das mamas) ou parte externa do membro superior.

 Implante subcutâneo

É um implante contraceptivo de bastão único que é inserido sob a pele da parte superior do braço. Consiste de um bastão não biodegradável, contendo somente progestagênio, medindo 4cm de comprimento e 2mm de diâmetro – do mesmo tamanho que um palito de fósforo.

Ação e características:

  • O método deve ser inserido e removido por profissionais da área da saúde com aplicador especialmente desenvolvido para o procedimento;
  • O implante atua através da liberação do hormônio etonogestrel, cerca de 40mcg por dia impedindo a ovulação;
  • 
O método possui duração de 3 anos.

 Injeções

Tal como o nome sugere, trata-se de uma forma injetável de contracepção administrada por via intramuscular (geralmente nas nádegas).

Após a injeção, os hormônios progestágenos são liberados de forma gradual no organismo. Trata-se do mesmo tipo de hormônio da pílula.

Ações características:

  • Aumenta a espessura do muco no colo do útero tornando difícil a entrada dos espermatozóides no útero;
  • 
Torna mais fino o revestimento uterino para tornar menos provável a implantação de um óvulo fertilizado;
  • 
Uma injeção tem a duração de um mês dependendo do tipo utilizado;
  • Tem ação imediata se for administrada do primeiro ao quinto dia do ciclo menstrual.

 Preservativo masculino

O preservativo masculino é um tubo muito fino de látex (borracha) ou de poliuretano (plástico). Tem uma extremidade aberta e outra fechada possuindo um depósito.

A maioria dos preservativos são lubrificados para tornar mais fácil a sua utilização. Alguns preservativos têm um lubrificante espermicida.

Deve ser utilizado da seguinte forma:

  • Desenrolado sobre o pênis ereto antes da relação sexual;
  • Evitar que o esperma entre na vagina – o preservativo é considerado como um método contraceptivo de barreira;
  • Na altura da ejaculação/orgasmo o depósito na extremidade fechada armazena o esperma;
  • 
Deve ser removido cuidadosamente logo após a relação sexual;
  • 
Um novo preservativo deve ser usado a cada relação sexual;
  • É importante ler as instruções de aplicação do preservativo antes de o utilizar;
  • 
Recomenda-se a utilização de preservativos com controle de qualidade certificados como o INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).

 Preservativo feminino

O preservativo feminino é constituído por poliuretano de espessura muito fina (plástico). Tal como o preservativo masculino, tem uma extremidade aberta e outra fechada. Tem dois anéis flexíveis, um em cada extremidade para o manter fixado no local desejado.

 

Dispositivo intra-uterino (DIU)

É um pequeno dispositivo de plástico e cobre, algumas vezes em forma de T, com um ou dois filamentos flexíveis numa extremidade. 
É ajustado ao útero por um médico experiente.

Ação e características:

  • Impede o espermatozóide de atingir o óvulo ou impede a implantação do óvulo nas paredes do útero;
  • É colocado entre os dias 1 e 5 do ciclo de 28 dias;
  • O DIU necessita de ser verificado por um médico seis semanas após a colocação, e após disso, uma vez por ano;
  • O DIU é eficaz logo que é colocado e o seu efeito dura de 3 à 10 anos dependendo do tipo de dispositivo;
  • Há muitos tipos diferentes de DIUs e o médico aconselhará qual o mais adequado em cada caso.

DIU com levonorgestrel

O DIU com levonorgestrel possui um reservatório com este hormônio liberando-o continuamente após inserido, o que acrescenta uma ação progestogênica à reação de corpo estranho própria do DIU.
 Este sistema oferece um novo modelo terapêutico que combina um método anticoncepcional eficaz com outros potenciais benefícios.

Ação e características:

  • Aumenta a espessura do muco cervical no colo do uterino dificultando a entrada dos espermatozóides no útero;
  • 
Torna mais fino o revestimento uterino pois impede a reprodução das células do útero tornando menos provável a implantação de um óvulo fertilizado;
  • 
A alta concentração de levonorgestrel no endométrio impede a ação do estradiol circulante;
  • 
Deve ser inserido por um médico.

Anel vaginal

É um anel de um tipo de plástico transparente e flexível com diâmetro externo de 5,4cm e espessura de 4mm

Ação e características:


  • A liberação diária de 15mcg de etinilestradiol e 120mcg de etonogestrel inibem a ovulação;
  • É colocado no 1º dia do ciclo de 28 dias;
  • 
Os hormônios são absorvidos diretamente pela mucosa vaginal por difusão;
  • 
Cada anel promove a proteção durante 1 mês. Deve ser utilizado por 3 semanas consecutivas com uma semana de pausa;
  • Pode ser aplicado pela própria paciente.

Esterilização feminina

A esterilização feminina normalmente exige uma operação que envolve uma anestesia e que resulta numa permanência no hospital durante 1 a 3 dias (algumas vezes pode ser feita sob anestesia local e, nesse caso, muitas vezes a mulher pode ter alta no mesmo dia).

Ação:

Evita que o óvulo se una ao espermatozóide. 
Há várias formas diferentes de efetuar a esterilização feminina mas as duas formas principais são:

Laparoscopia: realizada sob anestesia na qual o médico efetua duas pequenas incisões no abdômen, uma abaixo do umbigo e o outra acima da região pubiana. É inserida uma pequena câmera (laparoscópio) permitindo ao médico a observação do interior, na altura em que laqueia as trompas ou quando as bloqueia com clips ou anéis.

Mini-laparotomia: é efetuada sob anestesia e envolve uma incisão no abdômen, geralmente abaixo da região pubiana que permite ao médico atingir as trompas para as laquear, bloquear ou cortar. 
Assim que termina a cirurgia, a esterilização da mulher tem efeito imediato. 
A esterilização deve ser considerada uma forma de contracepção permanente, uma vez que, embora seja algumas vezes possível reverter o processo, trata-se de uma operação complexa.

Esterilização masculina (vasectomia)

A esterilização masculina é mais frequentemente denominada de vasectomia. 
Envolve uma pequena operação sob anestesia local para bloquear ou laquear os canais que conduzem os espermatozóides dos testículos para o pênis.

Ação:

Evita que os espermatozóides cheguem ao sémen (o fluido que é ejaculado). 
A operação demora apenas 15 minutos e é efetuada num hospital ou clínica.
 O médico efetua uma pequena incisão no escroto e corta ou remove uma pequena parte de cada canal.
 Podem não ser necessários pontos, mas se o forem, geralmente, são usados fios absorvíveis.
 Depois do procedimento, o paciente pode voltar a ter relações sexuais em cerca de cinco dias e deve usar um preservativo nas primeiras relações até que os espermatozóides armazenados nos canais diferentes desapareçam.

 Métodos naturais de planejamento familiar

O planejamento familiar por métodos naturais de evitar a gravidez baseia-se na compreensão e utilização dos indicadores de fertilidade natural do corpo para reconhecer os oito ou nove dias em cada mês em que a mulher é fértil.

São ensinados de forma mais completa por um especialista nestes métodos, podendo ser muito complexos, pois para que sejam eficazes é importante que os indicadores de fertilidade sejam monitorados de forma apropriada.

Ação e características:

  • Abstinência de sexo durante as fases férteis do ciclo durante o mês;
  • Uso de método de barreira tais como os preservativos durante os períodos férteis do mês.

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